sábado, 3 de março de 2012

A história de Sofia


E ali se encontrava Sofia, com um bilhete grátis para a entrada do "Caminho para a felicidade", mas com o medo de se voltar a magoar-se, perferiu recusar. Virou costas e subiu as escadas, paço a paço, muito lentamente. O som das sabrinhas era quase nulo, apenas se conseguia ouvir a respiraçao de indecisão dela, as parende das escadas onde ela subira eram estreitas e brancas, assim fazendo com que ela se sentisse "apertada" e com medo de algum sentimento que viesse atrás ou que a apanhasse pela frente, sem ela poder dar por isso...
Ao subir as escadas encontrou novamente aquela porta castanha, a porta que quando ela abre e entra, encontra o seu mundo. Sofia decide entrar sem se quer pensar duas vezes. Aquele local permanecia tal e qual como ela o deixara de manhã, os estores estavam completamente fechados, a luz e a televisão desligada, a única luz que dava vida aquele local é a luz do ecrã do seu computador, objecto que ela usava todos os dias para desabafar sobre todos os problemas que ela tinha.
É constragedor como uma adolescente de dezasseis anos vivia assim, mas sim, é assim que ela se governava todos os dias. Por mais que os seus pais tentassem aproximar-se dela, ela não conseguia ganhar novamente confiança neles, seria tarde demais e na cabeça dela não haveria mais nada que eles podessem fazer. Para Sofia os seus pais, no que toca a relações afectivas era o seu computador, principalmente o bloco de notas. Era lá que ela falava sobre tudo, é lá que ela falava sobre todos os seus sentimentos. Mas continuando a história...
Sofia sentou-se na cama, fez mais um dos tantos cigarros que ela já fumara, como todos os dias acontece. Ao olhar para a sua secretária que se encontrava à sua esquerda, depara-se com mais uns objectos que a teriam ajudado imenso contra a dor, o seu x-acto branco, onde ainda se encontrava marcas de sangue da última vez que ela se cortara para se castigar por tudo o que acontece naquela casa, uma caixa de comprimidos Xanax 1,5 mg, que ela tomara quando teve ataques de pânicos mas que agora era o único remédio para ela conseguir dormir e descançar, e um copo com água até a meio.
Ao olhar para todas aqueles "amigos" ela levantou-se novamente da cama e foi caminhado em direção à secretária. As sua pernas tremiam de receio de cair novamente na tentação, a tua respiração acelerou e a sua cabeça começou a mostrar vontade de poder cometer aquela "alegria" novamente. O olhar dela desviara-se por breves instantes para as parede que se encontravam à frente dela, parede essa onde estariam todas as recordações e lembranças de várias pessoas com que ela se dava e variadíssimas fotografias que Sofia tirara da net com imagens de drama, paixão, sofrimento, entre outras fotografias negras. Ao visualizar aquela parede Sofia vai-se abaixo, sentou-se imediatamente no chão e pensa: "No que me tornei? Como consegui chegar a este ponto de criar o meu próprio mundo? Pior e agora o que faço e não consigo aceitar a ajuda de ninguém, nem dos meus próprios pais." Dizer-lhe para ela se aproximar, já não era soluçao. Cada vez que ela tentava o seu mundo, no primeiro andar daquela vivenda, parecia que gritava por ela para ir lá para dentro daquelas quatro paredes, e ela fraca de tal ponto que se tornara, ia sem pensar...
Passado cinco minutos, sentada naquele chão de pedra gelada, Sofia levantou-se. As lágrimas corriam-lhe pela cara e o seu soluçar era impressionante. Abriu a caixa de comprimidos e tirou cinco Xanaxs, aquela quantia era demasiado para ela, mas da maneira como ela se encontrava, o seu cérebro nem pensara nisso. Sofia deitara os comprimidos sobre aquela secretária e seguiu em direcção à cama onde se encontrava o seu computador, o seu maior desejo era meter uma música de piano e assim fez. O seu quarto, para além de parecer o fim de um labirinto escuro, agora, tornara-se um local de música deprimente e calma. De seguida, apagou o cigarro e voltou para ao lado da secretária onde se encontrava os cinco comprimidos que ela dois minutos antes tinha retirado da caixa. Pegara no copo com uma mão e nos comprimidos com a outra e foi aí que aconteceu tudo novamente. O copo ficou totalmente vazio, como o espirito de Sofia. As lágrimas voltaram a transbordar nos olhos daquela rapariga que tudo o que queria, era ser feliz com seus progenitores, mas sem sucesso desde à dez anos atrás. O paço seguite foi sentar-se em cima do cobertor que ela metera no chão, e levar consigo o x-acto. Olhou para os seus braços e pensou: "Aqui, mais uma vez, irá ficar marcada a tua estupidez e a tua burrice de teres deixasto isto chegar a este ponto" e deu o primeiro corte. O sangue escorreu pelo seu braço assim que ela se mutilou. Voltou a fazê-lo mais seis vezes, assim deixando ao todo, sete marcas. O sangue parecia um rio sem fim e, juntamente com o sangue estavam lágrimas, não se sofrimento por aquela dor mas sim de sofrimento de todas as imagens que passaram-lhe pela cabeça enquanto ela realizava aquela loucura...
Por fim de todo estes actos a sua cabeça ficou à roda e, sem mais nem menos, Sofia cai para trás com o efeitos de todos aqueles comprimidos e adormece...
A sua expressão facial enquanto dormia, enquadrava-se perfeitamente ao estado em que ela estava. As lágrimas no seu gosto e o sangue espalhado pelo seu braço e pela sua camisola...
E ali ficou Sofia, novamente num estado que para ela era perfeitamente normal.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

melhor de tudo..


Hey love!
Bem eu disse que a surpresa não ia ser nada de especial e acho que já percebeste isso, portanto, desculpa! :l Prometo que da próxima será muito melhor.
Apesar disso quis dar-te a minha argola porque embora não sendo nada de especial é uma coisa minha, que tu podes usar e que sabes que é minha, é mais pelo significado do que pelo valor.
As fotos é uma pequena 'brincadeira', é para o caso de faltar a luz ou de não poderes liga o pc, assim já tens como me ver enquanto eu não tiver aí contigo.
E a carta, a carta é apenas uma maneira de me expressar e é mais uma lembrança. Afinal os namoros eram assim antigamente, por carta, por isso acho que tou a voltar um bocadinho ao antigamente...às vezes fica bem ser um cavalheiro... :D
Apesar de tudo o que já passámos, das quebras, dos 'adeus', das discussões, das minhas contínuas crises de ciúmes nos continuamos de pé, continuamos fortes como ambos somos e como tu tens sido, e muito, nos últimos tempos.
Infelizmente já não se encontram raparigas como tu...fortes, sinceras, leais, únicas...mas felizmente eu encontrei-te e agora, infelizmente para ti, eu não te quero largar nunca mesmo. Foste a melhor coisa que me aconteceu, não podia pedir melhor que tu porque, para além de não querer, também não existe melhor.
Não tenho problema nenhum em dizer que é contigo que quero ficar...para...SEMPRE! És a minha vida, és o meu mundo, és tudo para mim, é por ti que eu (sobre)vivo.
Sem ti nada faz sentido, não há motivos para sorrir, para ser feliz, para nada. E acredita que me custa imenso não poder tar aí contigo a todo o momento, não tens noção do quanto e custa não poder tar a realizar o nosso sonho, mas sei que em breve ele será realizado, custe o que custar.
As palavras começam a faltar-me...não é por não haver nada para dizer, é mesmo por haver milhões de coisas para dizer e esta carta não chega, mas eu também não sei como as escrever.
Deves estar a achar-me parvo mas é mesmo difícil escrever uma carta, penso que tou a ser uma seca, que tou a escrever demais mas depois já penso que escrevi pouco...bah, dá trabalho :p
Mas vá, por ti eu faço um esforço e tento fazer uma coisa minimamente decente.

" Tu tens tudo o que sempre desejei
Acrescentas-te à minha vida o que nem eu mesmo sonhei
O teu sorriso distrai-me de tudo o resto
Prendo-me por completo e tudo parece tão certo
Não me lembro de sentir isto com alguém
Não preciso de mais nada, contigo eu estou bem
Tu tens o colo que me aconchega,
Protege, embala, dá-me a mão e isto chega-me.
Questiono-me que amar é ester que me prende a respiração
Não há um pedido teu que eu consiga dizer não.
Dás-me metade de ti, parece preencher-me por completo
Aninho-me no teu pescoço, acaricio o teu rosto
Sussurro-te ao ouvido que és o meu porto
Seguro não sei se és
Mas és o chão que confio a meus pés "

...

" 'Cause i love her with all that i am
And my voice shakes along with y hands
'Cause it's frightening to be swimming in this strange sea
But i'd rather be here than on land
Yes she's all that i see and she's all that i need
And i'm out of my league once again "


Era mesmo a melhor forma de te descrever o que sito, espero que tenhas gostado da surpresa, nãoé muito mas foi o que consegui...por agora.
Nunca te esqueças que te amo e que é contigo que quero ficar para sempre!

Feliz dia dos namorados <3

Um beijo gigante,
Amo-te infinitos tiniwini!
Isaac Filipe dos Santos Brás

9 de Fevereiro de 2012
Lisboa

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... e pela milésima vez esta noite li isto e as lágrimas não param, impressionante não é?
eu amo-te, isaac.

"confiar no meu sentimento basta, o meu significado de amor..és tu"



como me deixei afectar assim?
como cheguei a este ponto novamente?
fiz por ti coisas que nunca fiz a ninguém, "dei o meu melhor até ao fim".
mudei por ti.
desisti de várias coisas, tudo para te conseguir mostrar que era a ti que te amava, e amo, que era a ti que queria, e quero.
só tu me tens feito bem, só tu.
como chego a este ponto de chegar a casa, não conseguir aguentar à frente dos meus pais e começar a cometer um erro que tentei à tanto tempo não cometer, chorar à frente deles.
acabou-se tudo (?)
chegar ao meu quarto, sem conseguir jantar, ligar o dvd e meter aquela música, arrancar uma das fotos que me deste da parede e abraça-la com as lágrimas a continuar a cair.
como é possivel?
o que se passa comigo?
o que estou a fazer?
ou melhor o que é que eu já fiz?!
eu disse-te que ia tentar com que não voltasse a acontecer, mas o pior que me podia acontecer agora, aconteceu.
e agora?
quem me vai ouvir os meus gritos?
quem vai-me dar carinho, se o único carinho de quem eu aceitava era o teu?
quem me vai dar na cabeça pelos meus erros?
quem me vai dizer "amo-te" quando mais precisava e não precisava de ouvir?
no que me estou a tornar?
tenho a cabeça a mil a hora, tenho milhões de lágrimas a sair, os soluços a sofucarem-me e a tua fotografia nas minhas pernas que tão cobertas de água das próprias lágrimas..
eu não percebo o que está a acontecer, eu não sei..
não consigo esconder a minha tristeza, não consigo esconder por mais que tente..
por favor..
alguém me diga o que faço aqui?
o que realmente sou?
porque o que sinto, eu sei bem e não tenho dúvidas.

" eu não sei,
de onde vem,
essa força que me leva pra você,
eu só sei,
que faz bem
mas no fundo,
eu confesso,
eu duvidei.
tive medo,
insegredo,
guardei o sentimento,
e me sufoquei,
mas agora,
é a hora,
vou gritar pra todo o mundo de uma vez..

eu tou apaixonado
eu tou contando tudo
e não tou nem ligando
para o que vão dizer
amar não é pecado
e se eu tiver errado
que se dane o mundo
eu só quero você "

domingo, 26 de fevereiro de 2012

P**


espero que estejas feliz agora, descobriste todas as cicatrizes que foram causadas por ti. espero que estejas feliz por descobrir agora no que me tornei por todo o sofrimento que me causaste. não te julgo com nomes inferiores por isso, prefiro fingir que não estás no meu dia-a-dia, prefiro fingir que não és quem infelizmente és. é melhor eu ter o meu próprio teatro, do que encarar a realidade neste caso, muito sinceramente. agora não sei o que sentes ao descobrir todas as marcas que por ti fiz, não sei se estás mal, não sei se estás bem. é melhor nem te olhar cara-a-cara, e melhor ainda é tu não me questionares pelo que já está feito à muito tempo e que só agora vistes. não me preocupo com o que achas, preocupo-me sim em saber que os meus futuros irão ver e perguntar, sem eu saber o que responder de certo ficarei em silêncio. mudaste tanto em dezasseis anos, conseguiste ter mil e uma facetas, o problema é que sempre consegui ignorar por fora todas elas, mesmo sabendo que não te preocupavas com o meu interior. neste momento encontraste só a pensar em ti próprio, sem te preocupares com os que te rodeiam, quer dizer, sem te preocupares comigo porque com ela já te preocupas. para ti é como eu não existisse, para ti é como se eu fosse ainda uma simples criança que não percebe os problemas. mas aí te enganas, eu já cresci, mais do que pensas e isso está precisamente marcado ao longo do meu corpo. o P na minha mão, as linhas no meu pulso direito e na minha barriga. por fim e mais uma vez te dou os meus parabéns, agora que conseguiste abrir os olhos à realidade, entrei eu numa peça da qual não quero sair. my friend, para mim significas nada e tudo...para mim és apenas as minhas marcas corporais, para mim és um sofrimento.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

new start



acabou-se, sorriso e ergue a cabeça marta.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Passado


Dou por mim mergulhada de emoções do passado, desde fotografias, a flash(s), a músicas, a palavras, às saídas todos os fins de semanas, as férias de verão, os livros de BD da Disney que estão aqui ao meu lado, à guitarra que os meus pais me deram, ao skate, aos peluches...bolas, tudo me lembra coisas lindas que os três juntos passámos, e que por várias vezes havia sempre uma pessoa minha amiga presente connosco. Que é feito desses dias de pura felicidade? Para onde foram, se agora o que permanece apenas nesta casa é o silêncio profundo de uma família devastada com más momentos presentes.
Os sorrisos desapareceram, as conversas nem dão pistas de para onde foram, as saídas acabaram e tudo o resto tornou-se num puro ponto negro, que neste momento, é a nossa vida. Pedir de volta seria muito, para nós?
Vocês não imaginam o quando me dói no coração ao ver aqueles objectos e aquelas recordações, não imaginam a quantidade de lágrimas que escorrem pelos meus olhos ao lembrar-me de tudo o que passámos e como agora estamos.
Vocês não percebem a dor que é ao ver, ouvir e sonhar com as lembradas sempre pegadas aos meus olhos, ouvidos e pensamentos.
Custa, magoa e mata.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

i'm in love, that's the problem


não te percebo, às vezes parece que fazes de prepósito para eu sentir-me pior do que já ando. tu próprio já disseste que apenas me querias bem, a sorrir sem pensar nos problemas que tenho, mas não é o que parece com estas atitudes. contei-te tudo da maneira como só conto a ti praticamente, confiei em ti e depositei toda a verdade da minha vida, dos meus problemas, dos meus sorrisos, do meu dia-a-dia, dos meus sonhos, de tudo e principalmente do sentimento que pertende ficar no meu coração mesmo depois de toda a merda e passado este tempo todo. confiei em ti como praticamente não confio em ninguém depois de tudo o que já se passou comigo e é assim que agradeces? com faltas de confiança, com ciúmes atrás de ciúmes, com facadas, enfim, nem continuo.
sim também fiz merda, não cumpri uma promessa mas...mesmo não cumprindo essa promessa tenho consciencia que não fiz nada para além de outro mundo, além disso, sim, eu sei que não entendes o porquê de eu ter voltado a fazê-lo, mas sabes, não estás aqui para sentir o que sinto, chorar o que choro, gritar o que grito e muito menos para ires morrendo aos poucos como estou eu a fazê-lo, assim guardando um segredo muito bem guardado que só eu sei e saberei sempre, o segredo de quanto te amo e do quando queria que tivesses aqui para me perceberes e ficares também a saber o quando és otário ao ter atitudes como aquelas, mas pronto, SE ESSE TEMPO CHEGAR logo verás e aí irás dar-me razão. até lá...

...só me pergunto, quando é que chega o dia em que irás confiar em mim?

domingo, 12 de fevereiro de 2012

o desconhecido que é afinal...meu pai


não é fácil viver quando quem mais ama-mos diz-nos quase todos os dias que somos uma desilusão por coisas rídiculas como "estás sempre enfiada no teu quarto". começo a ignorar os teus paços, as palavras e as tuas mensagens por actos como esses. para mim não és quem me pos na terra, és um conhecido que vive cá em casa. tu não percebes, tu não vez a parede que nos anda a separar cada vez mais ao longo destes anos, mas igualmente não a vez porque não queres. como isto chegou a este ponto que me fez perder o interesse total em viver como uma adolescente normal? isto são apenas falas, eu sei, mas são palavras verdadeiras e são aquelas que eu não tenho coragem para te dizer na cara mesmo sabendo que isso poderia abrir-te os olhos, mas igualmente não o faço para não te magoar, mesmo assim eu amo-te "desconhecido"...porque pelos vistos és o meu pai e nunca mudarei isso por mais que queira.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

inexplicável mas verdadeiro


revejo nos meus olhos uma dor inexplicavel que apenas consigo transmitir no meu dia-a-dia. por vezes dou por mim a pensar: "o que é isto de viver? afinal passamos estes anos todos o que porque razão se acabamos com o mesmo fim? sim porque ninguém é imortal". faço questões a mim própria às quais nunca obtenho uma resposta concreta. aliás, qual é a adoloscente apenas com dezasseis anos que já pergunta a si própria questões como estas desde práticamente dos onze. serei fraca por chorar ou forte por admiti-lo? isso só fica ao critério dos outros, afinal quem sou eu para criticar o meu ser icógnito se nem eu própria consigo entender-me? porque choro, porque grito em silêncio, porque os meus de factos os últimos anos só têm sido sobre momentos da minha vida aos quais ninguém deveria passar. então, se ninguém deveria passar, porque é que eu já passei e continuo a passar assim sofrendo. acreditam na vida depois da morte ou têm medo de morrer? aliás, toda a gente têm um medo...morrer, mas eu não tenho. é estranho não é? todos têm medo de ficar fechados num lugar até ao infinito, sem respirar, sem comer, sem ouvir sons, sem ver nada para além do olhar vazio. mas eu não tenho esse medo, será que isso é bom ou mau? será que isso me torna consciente de que me venha a acontecer ou será que me torna ainda mais fraca assim fazendo o que me está a acontecer aos poucos que é desinteressar-me pelo que existe a meu redor? se calhar até possivelmente não tenha medo de morrer porque algo me diz que quando isso acontecer não saberei quem chorará por mim de verdade, quem irá sofrer por mim de verdade e isso...isso reconforta-me imenso perante o medo não existente de morrer.

domingo, 4 de dezembro de 2011

sonhos

"Havia uma menina, que estava a brincar no parque, quando viu uma foto caída na relva. Desde aquele dia, ela guardou-a, e tentou encontrar a pessoa que nela estava, sem sucesso. Então, ela casou-se e, um dia, o seu marido perguntou quem era o rapaz que estava naquela fotografia. A menina respondeu, “meu primeiro amor”. O rapaz sorriu, e disse: “eu perdi essa foto quando tinha nove anos.

he + she = love


he: i don't want u sad
she: i'm not sad baby
he: yes you are
she: this is who i am..
he: no.. you're happy
she: sometimes ..
he: now i'm sad
she: don't . i'm will smile because of you, i promisse
he: i'll trust you
she: yes, trust me love

sábado, 3 de dezembro de 2011

depressão nervosa

O transtorno depressivo maior, também chamado de perturbação depressiva major em Portugal, é um transtorno psiquiátrico que afeta pessoas de todas as idades. Caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono (mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite (mais comumente perda do apetite, podendo ocorrer também aumento do apetite), redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).
O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor "triste", que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. A distimia é um outro tipo de transtorno depressivo caracterizado por sintomas de menor intensidade, mas com caráter bastante crônico (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 anos). Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento.

sábado, 26 de novembro de 2011


"You lost the love, I loved the most."
Jar of Hearts

Querido blog ...


À meses que não vinha aqui, à meses que não lia estes desabafos que postei e hoje pergunto-me: "Como eu mudei."
Percebi que apesar de todas as tristezas, apesar de todos os problemas e talvez também por falta de afecto, nunca devemos desistir. Nunca devemos pensar em baixar os braços, temos sim de continua com a cabeça erguida, continuar em frente com um sorriso porque é ele que nos ajuda a lutar. É esse sorriso que deveremos sempre considerar de "melhor amigo" porque sem ele a felicidade não volta.
Mas bem, continuo com os problemas do meu pai e agora igualmente da minha mãe, mas sinceramente acho que já perdi demasiados anos a lamentar-me de algo que só mudará com o tempo, e se não mudar também já aprendi a viver assim.
Em relação a mim, imensa coisa mudou, principalmente neste verão. Sinto que graças aos dois trabalhos que tive, a minha responsabilidade aumentou, o meu querer de viver bem também. Gostei imenso de me sentir independente e no futuro que aí vem, espero que o mais rápido possível, eu possa voltar a sentir-me assim.
Continuo é na mesma em relação às saudades que sinto daquele lugar, mas principalmente dos momentos que lá passei, das amizades longas que lá criei e que duraram mais de 16 anos, e felizmente algumas ainda duram.
Amor? Em relação a isso não há muito que dizer, tenho 16 anos e sei lá eu o que é isso, e provavelmente com o que já passei nem quero saber. Vivo a minha vida com quem gosto e isso chega-me bem.
Deixei de ser otária, andar sempre atrás de quem me magoa ou então me magoou, na verdade tornei-me mais fria e directa, mas sinceramente: eu gosto de ser assim.

domingo, 30 de janeiro de 2011

nota indesejadas

posso perdoar, mas nunca me esqueço.
posso sorrir, mas sofro por dentro.
posso movimentar-me, mas por dentro estou morta.
posso falar, mas sinto-me em silêncio.
PAI. @

PAI

Por mais que sonhe, nada muda, nada é alcançado, nada é ultrapassado. Continuo na mesma, sem forças, sem vontade de correr. O mundo para mim já não é nada, já nada tem sentido se não te vejo sorrir, se não te vejo bem, se sei que tens pesadelos acordado. Apenas te peço para não desistires assim, apenas peço que tentes lutar ao máximo, porque se desistires eu nunca mais vou voltar a sorrir, nunca mais vou ter força para viver. É por ti que choro todos os dias, sozinha, trancada em quatro paredes e somente elas sabem o quanto sofro com isto tudo. Sempre fui habituada a ver-te bem, mas à quase sete anos que tudo mudou, tudo perdeu-se e tudo ficou desorientado. Eu nunca me vou esquecer do teu sorriso, o quanto ele era especial e o quanto continua a ser. Nunca me irei esquecer de ver o brilho dos teus olhos, de tudo o que fazíamos, nunca me vou esquecer de nada do passado. Estou farta de tentar sobreviver a esta rotina, estou farta e sem forças. Se fico chateada contigo? Por vezes fico, porque nem sempre dizes as coisas certas, tal como "de certeza que daqui a dez anos já não vou cá estar", "nunca tive tão em baixo como agora", porque nunca ninguém deveria dizer isto as outras pessoas, muito menos à filha. Desculpa por nem sempre te tratar bem, desculpa se por vezes não mostro o quanto gosto de ti, mas isso é da minha personalidade e não consigo mudar, por mais que tente. Mas, apesar disso sabes bem que estarei sempre contigo, e nunca te vou deixar, nem mesmo nos piores momentos. Apenas quero que te cures, e por ti eu faço tudo, até mesmo dar a minha vida. Dia-a-dia, a ultrapassar obstáculos, juntos. Obrigada por me teres posto na terra, mas por vezes preferia nem cá estar. Desculpem ser fraca, mas já não sou a mesma Marta. ADCF <3

domingo, 16 de janeiro de 2011

desabafos de saudades.

Ultimamente tenho tido demasiadas saudades, tenho sentido que o meu coração(zinho) já não é o mesmo, sinto falta de muitas pessoas, muitas mesmo e de tudo o que passava com elas.
É tudo tão triste sem vocês aqui ao meu lado, para me apoiar como faziam. Cada vez que olho em meu redor, tudo está mais escuro, nada me anima. Dava tudo, mas tudo mesmo para voltar ao passado, recuar muito tempo e voltar a sentir a vossa presença. Porque é que isto teve de acontecer? Não percebo, mas bem é a vida. Mas realmente, o que é a vida? É sofrermos desta maneira, sem um pingo de dó nem piedade? Eu preciso de vocês, eu respiro por vocês, eu movimento-me por vocês, eu faço tudo por vocês. Por favor, venham-me visitar, venham ver-me, venham-me abraçar, beijar ou até mesmo só falar comigo. Não peço para fazerem mais nada, apenas isso. Tenho lutado todos os dias por um sorriso dado só para vocês, mesmo sabendo que vocês não o vêm, eu faço-o. Acreditem, mais tarde ou mais cedo, eu vou voltar para junto de vocês, mas, até lá, por favor, nunca se esqueçam de mim, isso para mim seria o meu fim e desculpem eu não podia evitar ter-me ido embora. (...)