
revejo nos meus olhos uma dor inexplicavel que apenas consigo transmitir no meu dia-a-dia. por vezes dou por mim a pensar: "o que é isto de viver? afinal passamos estes anos todos o que porque razão se acabamos com o mesmo fim? sim porque ninguém é imortal". faço questões a mim própria às quais nunca obtenho uma resposta concreta. aliás, qual é a adoloscente apenas com dezasseis anos que já pergunta a si própria questões como estas desde práticamente dos onze. serei fraca por chorar ou forte por admiti-lo? isso só fica ao critério dos outros, afinal quem sou eu para criticar o meu ser icógnito se nem eu própria consigo entender-me? porque choro, porque grito em silêncio, porque os meus de factos os últimos anos só têm sido sobre momentos da minha vida aos quais ninguém deveria passar. então, se ninguém deveria passar, porque é que eu já passei e continuo a passar assim sofrendo. acreditam na vida depois da morte ou têm medo de morrer? aliás, toda a gente têm um medo...morrer, mas eu não tenho. é estranho não é? todos têm medo de ficar fechados num lugar até ao infinito, sem respirar, sem comer, sem ouvir sons, sem ver nada para além do olhar vazio. mas eu não tenho esse medo, será que isso é bom ou mau? será que isso me torna consciente de que me venha a acontecer ou será que me torna ainda mais fraca assim fazendo o que me está a acontecer aos poucos que é desinteressar-me pelo que existe a meu redor? se calhar até possivelmente não tenha medo de morrer porque algo me diz que quando isso acontecer não saberei quem chorará por mim de verdade, quem irá sofrer por mim de verdade e isso...isso reconforta-me imenso perante o medo não existente de morrer.
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