domingo, 26 de fevereiro de 2012

P**


espero que estejas feliz agora, descobriste todas as cicatrizes que foram causadas por ti. espero que estejas feliz por descobrir agora no que me tornei por todo o sofrimento que me causaste. não te julgo com nomes inferiores por isso, prefiro fingir que não estás no meu dia-a-dia, prefiro fingir que não és quem infelizmente és. é melhor eu ter o meu próprio teatro, do que encarar a realidade neste caso, muito sinceramente. agora não sei o que sentes ao descobrir todas as marcas que por ti fiz, não sei se estás mal, não sei se estás bem. é melhor nem te olhar cara-a-cara, e melhor ainda é tu não me questionares pelo que já está feito à muito tempo e que só agora vistes. não me preocupo com o que achas, preocupo-me sim em saber que os meus futuros irão ver e perguntar, sem eu saber o que responder de certo ficarei em silêncio. mudaste tanto em dezasseis anos, conseguiste ter mil e uma facetas, o problema é que sempre consegui ignorar por fora todas elas, mesmo sabendo que não te preocupavas com o meu interior. neste momento encontraste só a pensar em ti próprio, sem te preocupares com os que te rodeiam, quer dizer, sem te preocupares comigo porque com ela já te preocupas. para ti é como eu não existisse, para ti é como se eu fosse ainda uma simples criança que não percebe os problemas. mas aí te enganas, eu já cresci, mais do que pensas e isso está precisamente marcado ao longo do meu corpo. o P na minha mão, as linhas no meu pulso direito e na minha barriga. por fim e mais uma vez te dou os meus parabéns, agora que conseguiste abrir os olhos à realidade, entrei eu numa peça da qual não quero sair. my friend, para mim significas nada e tudo...para mim és apenas as minhas marcas corporais, para mim és um sofrimento.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

new start



acabou-se, sorriso e ergue a cabeça marta.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Passado


Dou por mim mergulhada de emoções do passado, desde fotografias, a flash(s), a músicas, a palavras, às saídas todos os fins de semanas, as férias de verão, os livros de BD da Disney que estão aqui ao meu lado, à guitarra que os meus pais me deram, ao skate, aos peluches...bolas, tudo me lembra coisas lindas que os três juntos passámos, e que por várias vezes havia sempre uma pessoa minha amiga presente connosco. Que é feito desses dias de pura felicidade? Para onde foram, se agora o que permanece apenas nesta casa é o silêncio profundo de uma família devastada com más momentos presentes.
Os sorrisos desapareceram, as conversas nem dão pistas de para onde foram, as saídas acabaram e tudo o resto tornou-se num puro ponto negro, que neste momento, é a nossa vida. Pedir de volta seria muito, para nós?
Vocês não imaginam o quando me dói no coração ao ver aqueles objectos e aquelas recordações, não imaginam a quantidade de lágrimas que escorrem pelos meus olhos ao lembrar-me de tudo o que passámos e como agora estamos.
Vocês não percebem a dor que é ao ver, ouvir e sonhar com as lembradas sempre pegadas aos meus olhos, ouvidos e pensamentos.
Custa, magoa e mata.