sábado, 3 de março de 2012

A história de Sofia


E ali se encontrava Sofia, com um bilhete grátis para a entrada do "Caminho para a felicidade", mas com o medo de se voltar a magoar-se, perferiu recusar. Virou costas e subiu as escadas, paço a paço, muito lentamente. O som das sabrinhas era quase nulo, apenas se conseguia ouvir a respiraçao de indecisão dela, as parende das escadas onde ela subira eram estreitas e brancas, assim fazendo com que ela se sentisse "apertada" e com medo de algum sentimento que viesse atrás ou que a apanhasse pela frente, sem ela poder dar por isso...
Ao subir as escadas encontrou novamente aquela porta castanha, a porta que quando ela abre e entra, encontra o seu mundo. Sofia decide entrar sem se quer pensar duas vezes. Aquele local permanecia tal e qual como ela o deixara de manhã, os estores estavam completamente fechados, a luz e a televisão desligada, a única luz que dava vida aquele local é a luz do ecrã do seu computador, objecto que ela usava todos os dias para desabafar sobre todos os problemas que ela tinha.
É constragedor como uma adolescente de dezasseis anos vivia assim, mas sim, é assim que ela se governava todos os dias. Por mais que os seus pais tentassem aproximar-se dela, ela não conseguia ganhar novamente confiança neles, seria tarde demais e na cabeça dela não haveria mais nada que eles podessem fazer. Para Sofia os seus pais, no que toca a relações afectivas era o seu computador, principalmente o bloco de notas. Era lá que ela falava sobre tudo, é lá que ela falava sobre todos os seus sentimentos. Mas continuando a história...
Sofia sentou-se na cama, fez mais um dos tantos cigarros que ela já fumara, como todos os dias acontece. Ao olhar para a sua secretária que se encontrava à sua esquerda, depara-se com mais uns objectos que a teriam ajudado imenso contra a dor, o seu x-acto branco, onde ainda se encontrava marcas de sangue da última vez que ela se cortara para se castigar por tudo o que acontece naquela casa, uma caixa de comprimidos Xanax 1,5 mg, que ela tomara quando teve ataques de pânicos mas que agora era o único remédio para ela conseguir dormir e descançar, e um copo com água até a meio.
Ao olhar para todas aqueles "amigos" ela levantou-se novamente da cama e foi caminhado em direção à secretária. As sua pernas tremiam de receio de cair novamente na tentação, a tua respiração acelerou e a sua cabeça começou a mostrar vontade de poder cometer aquela "alegria" novamente. O olhar dela desviara-se por breves instantes para as parede que se encontravam à frente dela, parede essa onde estariam todas as recordações e lembranças de várias pessoas com que ela se dava e variadíssimas fotografias que Sofia tirara da net com imagens de drama, paixão, sofrimento, entre outras fotografias negras. Ao visualizar aquela parede Sofia vai-se abaixo, sentou-se imediatamente no chão e pensa: "No que me tornei? Como consegui chegar a este ponto de criar o meu próprio mundo? Pior e agora o que faço e não consigo aceitar a ajuda de ninguém, nem dos meus próprios pais." Dizer-lhe para ela se aproximar, já não era soluçao. Cada vez que ela tentava o seu mundo, no primeiro andar daquela vivenda, parecia que gritava por ela para ir lá para dentro daquelas quatro paredes, e ela fraca de tal ponto que se tornara, ia sem pensar...
Passado cinco minutos, sentada naquele chão de pedra gelada, Sofia levantou-se. As lágrimas corriam-lhe pela cara e o seu soluçar era impressionante. Abriu a caixa de comprimidos e tirou cinco Xanaxs, aquela quantia era demasiado para ela, mas da maneira como ela se encontrava, o seu cérebro nem pensara nisso. Sofia deitara os comprimidos sobre aquela secretária e seguiu em direcção à cama onde se encontrava o seu computador, o seu maior desejo era meter uma música de piano e assim fez. O seu quarto, para além de parecer o fim de um labirinto escuro, agora, tornara-se um local de música deprimente e calma. De seguida, apagou o cigarro e voltou para ao lado da secretária onde se encontrava os cinco comprimidos que ela dois minutos antes tinha retirado da caixa. Pegara no copo com uma mão e nos comprimidos com a outra e foi aí que aconteceu tudo novamente. O copo ficou totalmente vazio, como o espirito de Sofia. As lágrimas voltaram a transbordar nos olhos daquela rapariga que tudo o que queria, era ser feliz com seus progenitores, mas sem sucesso desde à dez anos atrás. O paço seguite foi sentar-se em cima do cobertor que ela metera no chão, e levar consigo o x-acto. Olhou para os seus braços e pensou: "Aqui, mais uma vez, irá ficar marcada a tua estupidez e a tua burrice de teres deixasto isto chegar a este ponto" e deu o primeiro corte. O sangue escorreu pelo seu braço assim que ela se mutilou. Voltou a fazê-lo mais seis vezes, assim deixando ao todo, sete marcas. O sangue parecia um rio sem fim e, juntamente com o sangue estavam lágrimas, não se sofrimento por aquela dor mas sim de sofrimento de todas as imagens que passaram-lhe pela cabeça enquanto ela realizava aquela loucura...
Por fim de todo estes actos a sua cabeça ficou à roda e, sem mais nem menos, Sofia cai para trás com o efeitos de todos aqueles comprimidos e adormece...
A sua expressão facial enquanto dormia, enquadrava-se perfeitamente ao estado em que ela estava. As lágrimas no seu gosto e o sangue espalhado pelo seu braço e pela sua camisola...
E ali ficou Sofia, novamente num estado que para ela era perfeitamente normal.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

melhor de tudo..


Hey love!
Bem eu disse que a surpresa não ia ser nada de especial e acho que já percebeste isso, portanto, desculpa! :l Prometo que da próxima será muito melhor.
Apesar disso quis dar-te a minha argola porque embora não sendo nada de especial é uma coisa minha, que tu podes usar e que sabes que é minha, é mais pelo significado do que pelo valor.
As fotos é uma pequena 'brincadeira', é para o caso de faltar a luz ou de não poderes liga o pc, assim já tens como me ver enquanto eu não tiver aí contigo.
E a carta, a carta é apenas uma maneira de me expressar e é mais uma lembrança. Afinal os namoros eram assim antigamente, por carta, por isso acho que tou a voltar um bocadinho ao antigamente...às vezes fica bem ser um cavalheiro... :D
Apesar de tudo o que já passámos, das quebras, dos 'adeus', das discussões, das minhas contínuas crises de ciúmes nos continuamos de pé, continuamos fortes como ambos somos e como tu tens sido, e muito, nos últimos tempos.
Infelizmente já não se encontram raparigas como tu...fortes, sinceras, leais, únicas...mas felizmente eu encontrei-te e agora, infelizmente para ti, eu não te quero largar nunca mesmo. Foste a melhor coisa que me aconteceu, não podia pedir melhor que tu porque, para além de não querer, também não existe melhor.
Não tenho problema nenhum em dizer que é contigo que quero ficar...para...SEMPRE! És a minha vida, és o meu mundo, és tudo para mim, é por ti que eu (sobre)vivo.
Sem ti nada faz sentido, não há motivos para sorrir, para ser feliz, para nada. E acredita que me custa imenso não poder tar aí contigo a todo o momento, não tens noção do quanto e custa não poder tar a realizar o nosso sonho, mas sei que em breve ele será realizado, custe o que custar.
As palavras começam a faltar-me...não é por não haver nada para dizer, é mesmo por haver milhões de coisas para dizer e esta carta não chega, mas eu também não sei como as escrever.
Deves estar a achar-me parvo mas é mesmo difícil escrever uma carta, penso que tou a ser uma seca, que tou a escrever demais mas depois já penso que escrevi pouco...bah, dá trabalho :p
Mas vá, por ti eu faço um esforço e tento fazer uma coisa minimamente decente.

" Tu tens tudo o que sempre desejei
Acrescentas-te à minha vida o que nem eu mesmo sonhei
O teu sorriso distrai-me de tudo o resto
Prendo-me por completo e tudo parece tão certo
Não me lembro de sentir isto com alguém
Não preciso de mais nada, contigo eu estou bem
Tu tens o colo que me aconchega,
Protege, embala, dá-me a mão e isto chega-me.
Questiono-me que amar é ester que me prende a respiração
Não há um pedido teu que eu consiga dizer não.
Dás-me metade de ti, parece preencher-me por completo
Aninho-me no teu pescoço, acaricio o teu rosto
Sussurro-te ao ouvido que és o meu porto
Seguro não sei se és
Mas és o chão que confio a meus pés "

...

" 'Cause i love her with all that i am
And my voice shakes along with y hands
'Cause it's frightening to be swimming in this strange sea
But i'd rather be here than on land
Yes she's all that i see and she's all that i need
And i'm out of my league once again "


Era mesmo a melhor forma de te descrever o que sito, espero que tenhas gostado da surpresa, nãoé muito mas foi o que consegui...por agora.
Nunca te esqueças que te amo e que é contigo que quero ficar para sempre!

Feliz dia dos namorados <3

Um beijo gigante,
Amo-te infinitos tiniwini!
Isaac Filipe dos Santos Brás

9 de Fevereiro de 2012
Lisboa

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... e pela milésima vez esta noite li isto e as lágrimas não param, impressionante não é?
eu amo-te, isaac.

"confiar no meu sentimento basta, o meu significado de amor..és tu"



como me deixei afectar assim?
como cheguei a este ponto novamente?
fiz por ti coisas que nunca fiz a ninguém, "dei o meu melhor até ao fim".
mudei por ti.
desisti de várias coisas, tudo para te conseguir mostrar que era a ti que te amava, e amo, que era a ti que queria, e quero.
só tu me tens feito bem, só tu.
como chego a este ponto de chegar a casa, não conseguir aguentar à frente dos meus pais e começar a cometer um erro que tentei à tanto tempo não cometer, chorar à frente deles.
acabou-se tudo (?)
chegar ao meu quarto, sem conseguir jantar, ligar o dvd e meter aquela música, arrancar uma das fotos que me deste da parede e abraça-la com as lágrimas a continuar a cair.
como é possivel?
o que se passa comigo?
o que estou a fazer?
ou melhor o que é que eu já fiz?!
eu disse-te que ia tentar com que não voltasse a acontecer, mas o pior que me podia acontecer agora, aconteceu.
e agora?
quem me vai ouvir os meus gritos?
quem vai-me dar carinho, se o único carinho de quem eu aceitava era o teu?
quem me vai dar na cabeça pelos meus erros?
quem me vai dizer "amo-te" quando mais precisava e não precisava de ouvir?
no que me estou a tornar?
tenho a cabeça a mil a hora, tenho milhões de lágrimas a sair, os soluços a sofucarem-me e a tua fotografia nas minhas pernas que tão cobertas de água das próprias lágrimas..
eu não percebo o que está a acontecer, eu não sei..
não consigo esconder a minha tristeza, não consigo esconder por mais que tente..
por favor..
alguém me diga o que faço aqui?
o que realmente sou?
porque o que sinto, eu sei bem e não tenho dúvidas.

" eu não sei,
de onde vem,
essa força que me leva pra você,
eu só sei,
que faz bem
mas no fundo,
eu confesso,
eu duvidei.
tive medo,
insegredo,
guardei o sentimento,
e me sufoquei,
mas agora,
é a hora,
vou gritar pra todo o mundo de uma vez..

eu tou apaixonado
eu tou contando tudo
e não tou nem ligando
para o que vão dizer
amar não é pecado
e se eu tiver errado
que se dane o mundo
eu só quero você "